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Pelo fim da apologia à violência como forma de promoção

Uma produtora chamada Guela Cine Produções colocou um site polêmico no ar com o intuito de se promover, o Domus Mortem, ou casa da morte, em latim. Ele apresentava um vídeo de um gato em uma gaiola e convidada os visitantes a decidir o destino do animal: viver ou ser morto. Após denúncia de Agência de Notícias de Direitos Animais, a polícia de São Paulo, a pedido do Ministério Público, abriu inquérito policial nº 287/11 na 1ª Delegacia do Meio Ambiente de SP para apurar a apologia à violência contra animais. Só que de nada adiantou: a imagem do gato foi substituída por a de uma mulher! E a apologia à violência continua.


Girl Power

Eu sei bem do que a Eve Ensler está falando: eu sou uma criatura emocional. No entanto, fui "domesticada", gradualmente colocando minha parte racional acima dos meus instintos, sentimentos e sensações. E hoje esses dois lados convivem paralelos, raramente se falando - e me desafiando diariamente a construir pontes, fazer traduções e promover reconciliações, muitas reconciliações É por isso que recomendo esta palestra do TED: ela fala de questões sociais, sim, mas também fala ao coração. Relembrando-nos do da força impressionante de ser uma menina. Girl Power!

Você conhece o Projeto Cão Guia, do SESI SP?

São 16 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência visual no Brasil. Dessas, 2,4 milhões tem grande dificuldade em enxergar, segundo o censo IBGE 2000. No entanto, o país conta com apenas 200 cães-guia. Para tentar melhorar esse quadro, o SESI São Paulo doará cães-guia para os empregados com deficiência visual que trabalham na indústria paulista. Quer dizer, quando eles estiverem crescidos e treinados: porque neste momento a entidade está doando os filhotes para cuidadores voluntários criarem e ajudarem no treinamento.  E você pode ser um deles.  Basta clicar aqui.



Mais uma pesquisa mostra quão chocantes são os números da violência contra a mulher no Brasil

Segundo o Anuário das Mulheres Brasileiras 2011, da Secretaria de Políticas para as Mulheres do governo federal e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socieconômicos (Dieese), 43,1% das mulheres já foram vítimas de violência em sua própria residência. Por isso, vale a pena assistir esta entrevista da juíza Maria Domitila Prado Manssur Domingos ao Jornal da Gazeta (SP), na qual ela informa como uma mulher deve proceder nesses casos, além de comentar os números da violência no Brasil e o que o Estado está fazendo a respeito:




Diversidade e papéis sociais

Você já viu a nova campanha do Bradesco? Criada pela Neogama/BBH ela é estruturada no formato Perguntas e Respostas, que tem a virtude de ser bastante didático e, portanto, acessível a todos. Provavelmente com o objetivo de mostrar-se próximo de todos (reforçando o novo slogan Bradesco Lado a Lado com Você), o filme traz um homem branco, um negro (ou afrodescendente, se você preferir - mas eu falo negro sem qualquer preconceito ou conotação negativa, ok?) e uma mulher. Bacana porque também contribui para reforçar a percepção da diversidade da nossa sociedade, né? Seria, não fosse um detalhe: os papéis sociais. À mulher e ao negro cabe fazer as perguntas. Já as respostas são dadas pelo homem branco que, desta forma, apresenta-se intrinseca e subliminarmente superior aos demais. Você pode até me xingar e dizer que sou xiita, mas é verdade: de nada adianta colocar mulheres e negros se for para reforçar papéis sociais discriminatórios. #prontofalei!

Um retrato da violência contra a mulher em todo o mundo

Os dados a seguir foram coletados pela ONU e mostram como a violência contra a mulher é uma verdadeira epidemia. Ela assume muitas formas – física, sexual, psicológica e econômica - que se interrelacionam e prejudicam as mulheres desde antes do nascimento até a velhice. Ela está na origem de problemas de saúde, dificuldade de participação na vida púbica, empobrecimento das famílias, queda na qualidade do relacionamento familiar e o cuidado com filhos. Não custa lembrar que a violência contra a mulher reforça outros tipos de violência predominantes na sociedade.

Infelizmente a violência contra as mulheres não está confinada a uma cultura, uma região ou um país específicos, nem a grupos de mulheres em particular dentro de uma sociedade. As raízes da violência contra as mulheres decorrem da discriminação persistente contra as mulheres e que fazem com que cerca de 70% das mulheres sofrem algum tipo de violência no decorrer de sua vida. Hoje mulheres entre 15 e 44 anos correm mais risco de sofrer estupro e violência doméstica do que de câncer, acidentes de carro, guerra e malária, de acordo com dados do Banco Mundial.

Números da violência contra a mulher no Brasil

Saiu o retrato mais atualizado da situação da violência contra a mulher no Brasil. E ele continua mostrando vários hematomas. Produzida pela Ipsos para o Instituto Avon, a pesquisa traz dados estarrecedores para uma nação governada por uma mulher, que já conseguiu colocar a maioria de suas crianças na escola, cuja quase totalidade dos lares tem televisão e onde quase metade das mulheres está no mercado de trabalho. Por trás dessa aparente modernidade de uma sociedade que hoje é prevalentemente urbana, permanecem hábitos medievais, como a agressão física: mais da metade – para ser mais exata, seis em cada 10 brasileiros – conhece alguma mulher que foi vítima de violência doméstica. As razões apresentadas pelos homens beiram aquilo que os juristas qualificam como “motivo fútil”: ciúme, no topo da lista, com 38% das justificativas apresentadas pelos homens; em seguida vem bebida e alcoolismo (33%), traição (21%), “fui provocado” (19%), problemas econômicos (18%) – e até um desconcertante “não tive motivo” com 12% de menções. No cômputo geral, 46% atribuem a violência contra a mulher a fatores culturais. Ou, se preferir: machismo.

Água e esgoto são fundamentais, mas não são prioridade

Sabe aquele lance de que político não gosta de investir em saneamento porque eleitor não vê cano debaixo da terra? Pois é: parece que essa lógica não é exclusiva do Brasil! Segundo estudos do Banco Mundial e da ONG WaterAid, a meta do milênio de reduzir à metade o número de pessoas sem acesso aos serviços básicos de saneamento até 2015 não será atingida porque os países doadores estão preferindo projetos de maior apelo junto a seus públicos, como escolas e hospitais. Nos últimos 20 anos, a ajuda financeira global a projetos de água e saneamento caiu de 8%, em meados dos anos 90, para pouco mais de 5% entre 2007 e 2009. No ritmo atual, apenas 700 milhões de pessoas serão beneficiadas até 2015 – a meta da ONU era que os serviços de água e saneamento estivessem disponíveis para pelo menos 1,7 bilhão de pessoas até essa data.


Somos todos gays

A Parada do Orgulho LGBT chega à sua 15ª edição e como boa debutante mostra ao mundo a que veio: batalhar pela igualdade de direitos dos diferentes e exigir respeito à individualidade.  Transformou-se em um manifesto vivo pela liberdade de SER quem se é. Neste sentido, trata-se de um movimento muito mais profundo e poderoso do que a defesa da liberdade de pensamento e de expressão. Porque aqui a defesa é pela realização de nossa personalidade e nossa essência – que, humana, é cheia de defeitos ou de traços que alguém considera defeituosos. Porque, por um motivo ou outro, somos todos gays.



#women2drive : ação começa em 17 de junho

As mulheres da Arábia Saudita estão organizando, pelas redes sociais, uma ação de desobediência civil começando em 17 de junho.  A partir dessa data, elas dirigirão carros na rua, desafiando a lei  não escrita que as proíbe de se locomover livremente - e que já levou alguma mulheres para a prisão nas últimas semanas. Então fique de olho e, se puder, mostre seu apoio tuitando #women2drive e curtindo a comunidade homônima no Facebook!


Links de interesse:




Mulheres líbias estupradas agora podem ser mortas "pela honra"

Eu sei que já saiu em tudo que foi lugar e eu estou sendo repetitiva aqui, mas não tem como ficar calada ou de deixar de repercutir esta atrocidade: depois de estupradas pelos soldados líbios e também pelos combatentes rebeldes, as vítimas  - mulheres e também meninas – agora correm o risco de serem assassinadas para “preservar a honra” de suas famílias!  Nessas horas, a primeira pergunta que me vem à mente é: Século XXI, quando você finalmente vai chegar?

Onde uma mulher não deveria nascer

Pesquisa feita pela Thomson Reuters Foundation para o site TrustLaw Women, destinado a prestar assessoria jurídica gratuita para grupos de mulheres ao redor do mundo, mostra quais os países nos quais uma mulher deveria evitar nascer. O Top Five da violência contra a mulher é composto por Afeganistão, República Democrática do Congo (RDC), Paquistão, Índia e Somália. No caso do Afeganistão, esse pódio infame resulta da soma de fatores como péssimo atendimento médico às mulheres, violência e condições brutais de pobreza. A vice-liderança do Congo deve-se à prática corrente de estupro como arma de guerra. Crimes de honra e ataques às mulheres com ácido explicam a presença do Paquistão nesta lista, enquanto a vizinha Índia notabiliza-se pelo tráfico de mulheres e escravidão sexual. Já na Somália... bem se você engravidar lá, terá 50% de sobreviver à gravidez e ao parto.

Na Arábia Saudita, mulheres são presas por dirigir

Sim, precisamos aprender a respeitar diferenças e conviver com outras culturas. Mas quando você lê que o simples ato de dirigir um carro é negado às mulheres, sorry, não tem relativismo cultural que resolva: trata-se de puro e simples machismo que deve ser publica e amplamente condenado.  O lado bom da história é que isso  já está acontecendo - e lá dentro da própria Arábia Saudita.  Mas como ocorreu nas eleições do Irã, o apoio internacional é indispensável para que o governo flexibilize sua posição. E, mais uma vez, as mídias sociais dão uma mão: há vários lugares na internet onde você pode demonstrar seu apoio.

Violência sexual no jornalismo

Não importa o país, o nível escolar ou a profissão: em maior ou menor grau, o medo e a vergonha sempre ocultam os números reais da violência sexual contra as mulheres. No caso do jornalismo, o receio é ser preterida em coberturas de guerra ou revoltas populares – notícias que sempre rendem boas matérias e que podem alavancar uma carreira. Que o diga Christiane Amampour, cuja trajetória profissional decolou após a cobertura da guerra Irã-Iraque! Há, ainda, o receio de ser vista como a culpada pela violência – não sei quanto a você, mas eu ouvi de algumas pessoas que a Lara Logan, a linda loira da CBS que foi atacada durante as manifestações no Cairo no começo de 2011, estava no lugar errado com a roupa errada...

Vergonha: estupro ainda é usado como arma de guerra

Você sabia que Gengis Khan deixou descendentes do Oceano Pacífico ao Mar Cáspio? Isso foi possível porque historicamente o estupro sempre foi uma arma de guerra usada como meio para: 1) extinguir uma raça; 2) comprovar o domínio de uma raça sobre outra. Pois essa prática bárbara subsiste até hoje: depois das chocantes denúncias feitas na época da Guerra da Bósnia por entidades como a Anistia Internacional, agora é a vez da Líbia de Muamar Kadafi protagonizar a barbárie. Desta vez, o apoio oficial do governo, denunciado pela ONU, inclui o fornecimento de Viagra aos soldados para assegurar que eles cumprirão a nefasta missão.

Crueldade com animais X violência doméstica contra mulheres: uma conexão real

Penso, escrevo e falo sobre muitas coisas, mas dois temas me são mais caros: a violência contra as mulheres e os maus tratos dos animais. Identifico, nas duas situações, crueldade e covardia. Ou, se preferir: injustiça. Mas nunca pensei que houvesse uma conexão direta entre estes dois mundos. Mas é exatamente essa a conclusão de pesquisa inédita realizada no Brasil e desenvolvida em Pernambuco por Maria José Sales Padilha, Presidente da AADAMA – Associação Amigos Defensores dos Animais e do Meio Ambiente. Seu objetivo era examinar a conexão entre a crueldade praticada contra animais e a violência doméstica contra mulheres. Sua conclusão: existe tal conexão. Ou seja, quem maltrata animais, tem maior propensão a agredir outros seres humanos. 


A Marcha das Vagabundas

O que leva pessoas de lugares tão diferentes como São Paulo e Belo Horizonte, no Brasil, Chicago e Los Angeles, nos EUA, Edmonton, no Canadá, Estocolmo, na Suécia, Amsterdã, na Holanda, e Edimburgo, na Escócia, a saírem em passeata nas ruas? Respeito: essa é a bandeira da Slut Walk, ou Marcha das Vagabundas, evento que está mobilizando mulheres do lado de cima e do lado de baixo da linha do Equador.

Quando o Estado não garante a segurança do cidadão

Parabéns! Agora você trabalha para você mesmo! Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o brasileiro precisa trabalhar 149 dias por ano – o equivalente a quatro meses e 29 dias – apenas para sustentar a carga tributária imposta pelo governos federal, estadual e municipal. Ou seja, tudo que você trabalhou até este domingo, 29 de maio, foi direto para os cofres públicos. Segundo o Impostômetro, instalado em São Paulo, hoje foi atingida a marca de R$ 600 bilhões recolhidos. Com este dinheiro, o governo paga, entre outras coisas, as estruturas federal e estadual de segurança. Foram R$ 8,5 bilhões em 2009, segundo o site Contas Públicas, que contabilizou a quantia desembolsada por seis unidades federais, incluindo os departamentos de polícias federal e rodoviária federal. O Estado mantém um efetivo de 287 600 soldados em seu Exército e 600 mil policiais, somando o total de profissionais dos órgãos estaduais de segurança pública, agregando policiais civis e militares e corpos de bombeiros militares. E, no entanto, nada disso é suficiente para garantir a segurança do cidadão, como admitiu hoje a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário. Note que ela não estava falando de todos os 190 milhões de brasileiros, mas das 1855 pessoas ameaçadas de morte entre os anos de 2000 e 2010 por conta de conflitos no campo, segundo dados que a Comissão Pastoral da Terra (CPT). Trata-se, sem dúvida, de uma excelente notícia para todos aqueles que já usaram e para os que pretendem fazer uso da força para impor sua vontade, como tem ocorrido na região Norte. Segundo a CPT, já são 1580 mortes em conflitos agrários no Brasil desde a década de 80, com 94 criminosos condenados, mas só um preso.

Quatro camponeses e um papagaio

Sente aí, seu moço: vou lhe contar um causo. Não se avexe que é história rápida e rasteira porque defunto fresco merece respeito e presteza, senão começa a cheirar! Chamava-se Adelino Ramos e era que nem gato: sete vidas! Não caiu em Corumbiara, nos idos de 95, caiu agora, na frente da família, enquanto vendia verdura. Mas dizem que foram precisos cinco tiros para abater o cabra! E ele ainda chegou a ser socorrido num hospital! Esse era duro na queda, mas não teve jeito: os homi da madeira e do carvão são mais duros porque são duros de coração. Tem respeito à vida não, seu moço! Com eles, é na base do trator, da motosserra e do tiro: nada pode ficar em pé na frente deles! Só essa semana foram quatro: o Adelino, em Rondônia, e o José Cláudio Ribeiro da Silva, a Maria do Espírito Santo e o Erenilton Pereira dos Santos, no Pará.

Com modernização, câncer passou a ser a principal causa de mortes na China

Na China, o Ministério da Saúde acaba de anunciar que o câncer tornou-se a principal causa mortis, respondendo por um quarto das mortes no país. Essa transição das tradicionais pragas das nações pobres (doenças infecciosas e altas taxas de mortalidade infantil) para câncer, problemas cardíacos e AVCs coincide com a urbanização do Império do Centro. E as estatísticas mostram uma prevalência desse mal nas cidades industriais onde, como você deve saber, a poluição é tamanha que chega a ofuscar a vista, como uma neblina. Lembra dos Jogos Olímpicos, quando havia o receio, por parte do comitê organizador, da falta de condições respiratórias para provas envolvendo corridas (e, portanto, maior esforço cardiovascular)?

Pois é...
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