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Você conhece o Projeto Cão Guia, do SESI SP?

São 16 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência visual no Brasil. Dessas, 2,4 milhões tem grande dificuldade em enxergar, segundo o censo IBGE 2000. No entanto, o país conta com apenas 200 cães-guia. Para tentar melhorar esse quadro, o SESI São Paulo doará cães-guia para os empregados com deficiência visual que trabalham na indústria paulista. Quer dizer, quando eles estiverem crescidos e treinados: porque neste momento a entidade está doando os filhotes para cuidadores voluntários criarem e ajudarem no treinamento.  E você pode ser um deles.  Basta clicar aqui.



Duas décadas de mentiras de empresas e governos

Quando comecei este blog, me propus a sempre escrever os textos aqui postados, ainda que eles fossem apenas comentários em cima de notícias e opiniões de terceiros. Mas às vezes sou obrigada a abrir uma exceção. Já fiz isso com o magnífico texto de Germano Woehl Jr. sobre o marketing verde das empresas nas escolas. E hoje, reproduzo o primoroso texto da Graciela Gomez, da Associação Argentina de Jornalistas Ambientais, que traça um contundente histórico da relação entre governos e empresas produtoras de herbicidas. Ele relata, entre outras coisas, que "A indústria sabe desde a década de 80 que o glifosato causa má formações em animais de experimentação em doses elevadas. Também sabia desde 1993 que esses efeitos podem ocorrer com doses mais baixas e médias. Por sua vez, o governo alemão sabia que o glifosato causa má formações pelo menos desde 1998, ano em que apresentou seu relatório à Comissão da UE. A Comissão de Especialistas em Revisão Científica da UE sabe desde 1999 que o glifosato causa má formações. A própria Comissão Européia sabe disso desde 2002." No entanto, a revisão do glifosato, prevista para 2012, foi postergada para 2015. Um texto que merece leitura e atenção. Um tema que exige repercussão e mobilização.

O Senhor dos Prêmios

Existe alguém esperando por você
Para lhe mostrar seu selo
E convencê-lo a crer!
Mais um prêmio sem razão
E já são tantos os rankings feitos em vão
Mas explicam novamente
Que o marketing convence o presidente
E põe em movimento a corporação
Um prêmio sempre avança a companhia
Mesmo sem alterar em nada a tecnologia
Prá que mudar a energia
Se selos e prêmios dão mais lucros
E reputação?
Existe alguém que está contando com você
Prá aderir ao prêmio e ao selo
Pois é neles que todo mundo vai crer!
E quando vier a enchente,
A seca, o calor, a gente doente
Ele vai se inscrever em novos prêmios
E começar tudo novamente!
Que belíssimas cenas
De destruição
Não teremos mais problemas
Com a superpopulação
Veja que relatório lindo
Fizemos prá você
Lembre-se sempre
Que Deus está
Do lado de quem vai vencer!
O Senhor dos Prêmios
Não gosta de mudanças
O Senhor dos Prêmios
Não gosta de mudanças
O Senhor dos Prêmios
Não gosta de mudançaaaaaaaaaaaaaaaaaaas!

Mulheres líbias estupradas agora podem ser mortas "pela honra"

Eu sei que já saiu em tudo que foi lugar e eu estou sendo repetitiva aqui, mas não tem como ficar calada ou de deixar de repercutir esta atrocidade: depois de estupradas pelos soldados líbios e também pelos combatentes rebeldes, as vítimas  - mulheres e também meninas – agora correm o risco de serem assassinadas para “preservar a honra” de suas famílias!  Nessas horas, a primeira pergunta que me vem à mente é: Século XXI, quando você finalmente vai chegar?

Upcycle: de garrafas plásticas a jóias

Você acredita que o colar desta foto é feito de garrafas plásticas recicladas? A iniciativa é da artista plástica britânica Florie Salnot, que desenvolveu uma técnica de upcycle que além de permitir a criação de peças belíssimas também é perfeitamente adequada à inclusão das comunidades pobres que vivem na região do deserto do Saara.

Linha histórica dos indicadores de sustentabilidade


Bernardo Eckhardt, analista ambiental do Ibama, organizou uma linha cronológica com a evolução dos indicadores de sustentabilidade considerando seu contexto histórico, político e econômico depois de ler o livro "Mundo em Transe: do aquecimento global ao ecodesenvolvimento" de José Eli da Veiga. O diagrama foi validado pelo próprio José Eli.

As cédulas manchadas e a responsabilidade social dos bancos

Deu nos jornais de TV desta noite: ao sacar aposentadoria de um caixa eletrônico, senhora de 83 recebe cédulas manchadas. Ao todo, 350 reais foram retidos para "averiguações". Pergunta: por que essas notas, que não tem valor, foram para em um caixa eletrônico? E por que a cliente, ao reclamar ao gerente do banco, não foi ressarcida pela comprovada falha do próprio banco?


Mercado de Carbono encolhe com dúvidas sobre continuidade do Protocolo de Quioto

Um dos mais sérios nós que os negociadores da ONU terão que desatar este ano refere-se à continuidade do Protocolo de Quioto. E como ele regula os chamados Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), todo esse esquema transacional que permite converter em créditos o carbono que você deixa de emitir está em risco.

Você compraria uma garrafa de água suja?

Uma das melhores campanhas que já vi: chama a atenção para a causa, muda a percepção do público-alvo, mobiliza e consegue adesões. Tudo a partir de uma premissa simples: apresentar como um fato "normal" da classe média algo que afeta milhões de pessoas carentes em todo o mundo.

Você compraria água suja para beber?

Inversão de papéis

Sincronicidade é isso aí: ontem escrevi que as empresas, por meio da responsabilidade social, estão absorvendo questões que são do âmbito do governo e este, por sua vez, está cada vez mais protagonizando os rumos da economia pós-crise e eis que hoje durante uma palestra do Centro de Excelência em Varejo da FGV-EAESP eu me deparo exatamente com esse tema!

Foi durante a apresentação de Fabian Echegaray, da Market Analysis. Sua apresentação detalhou a distância que existe entre o que as empresa entregam, no âmbito da Responsabilidade Social Empresarial, e o que os consumidores esperam: este é o espírito da pesquisa Monitor, realizada a cada dois anos, em 32 países. A última edição, de 2009, mostrou que em países do hemisfério norte, os consumidores preocupam-se mais com questões operacionais, ou seja, o impacto da atividade empresarial sobre o meio ambiente, a garantia da sustentabilidade no processo produtivo, a aplicação dos mesmos padrões de sustentabilidade na matriz e nas filiais ao redor do mundo... Já nos países emergentes, a maior expectativa do consumidor é sobre a atuação social da empresa, isto é, sua contribuição para reduzir a violação de direitos humanos e a distância entre ricos e pobres, para resolver problemas sociais e para apoiar políticas e leis favoráveis à maioria da população. Curiosamente, o item de maior preocupação do consumidor das nações emergentes, Brasil incluído, é o apoio a projetos comunitários e de caridade.

Fico feliz de ter encontrado uma pesquisa que respalda o que até ontem era só um raciocínio, uma percepção intuitiva. Porém, fico preocupada ao perceber essa inversão de papéis. Inclusive porque uma empresa pode ser mais socialmente responsável fazendo seu serviço direito. Pegue, por exemplo, a Petrobrás: ela ajuda mais tirando o enxofre e o chumbo da gasolina e do diesel que polui o ar de nossas cidades ou com projetos culturais? Nada contra os projetos culturais, veja bem, mas e o negócio em si?? Deslocar o assunto para a esfera social é o caminho mais curto para deixar a operação fora da conversa.

Há que se lembrar também que, antes de mais nada, questões sociais são assunto de governo. É para isso que pagamos impostos: para ter saúde, educação, segurança, cidadania. Não podemos tirar essa responsabilidade do governo, sob pena de ter recursos mal aplicados ad infinitum. Sem contar que transferir a expectativa de tais questões para a iniciativa privada é caminho seguro para a frustração porque as empresas não gerenciam o aparelho do Estado, as instituições públicas, que são responsáveis por tais questões.

Mas de onde vem essa confusão? Foi o governo que a alimentou? Ou as empresas? Se elas inadvertidamente (ou não) deram a entender que poderiam contribuir para a solução desses pontos, deram um tiro no pé. Trabalhei mais de duas décadas com o mercado corporativo e por isso posso afiançar que má intenção e esperteza convivem com lisura e boas intenções. Então, não dá para acusar que houve má fé. Provavelmente foi ingenuidade de quem fez a comunicação do que a empresa realmente pode fazer. Tipo a propaganda da Coca-Cola que diz que "Toda vez que você bebe Coca-Cola, você contribui para melhorar a sua comunidade”. Só que agora existe uma demanda da sociedade, que quer a eficiência empresarial a serviço do social. Como resolver? E como deslocar a demanda para quem de direito, ou seja, o Governo?

Como diria TSElliot, between the intention and the action, falls the shadow...

Instituto Ethos lança Manual de Incorporação dos Critérios Essenciais de Responsabilidade Social Empresarial

O Instituto Ethos acaba de lançar o Manual de Incorporação dos Critérios Essenciais de Responsabilidade Social Empresarial. Produzido no âmbito do Programa Tear, ele pretende orientar as empresas na incorporação dos critérios de responsabilidade social empresarial (RSE) em sua gestão e administração, ajudando-as a estabelecer relações comerciais sustentáveis e socialmente responsáveis. A idéia é que o manual facilite a ampliação do objetivo básico do Programa Tear, que é a disseminação desses conceitos e, consequentemente, a ampliação das oportunidades de mercado para as pequenas e médias empresas.

De acordo com a publicação, os critérios essenciais de RSE estão agrupados em sete grandes áreas de interesse: direitos humanos; direitos das relações de trabalho; proteção das relações de consumo; meio ambiente; ética e transparência; diálogo/engajamento com stakeholders; e governança corporativa.

O manual busca ajudar a empresa a relacionar esses temas com suas atividades e orientá-la a implantar práticas responsáveis na gestão interna e nas relações comerciais. Na publicação, o leitor tem acesso a uma lista de documentos, instrumentos e fontes de referência que ampliam e esclarecem os conceitos de gestão sustentável. Cita exemplos de formas encontradas por diversas empresas para implantar práticas inerentes a cada critério e orienta a análise do grau de evolução em que se encontra a empresa, verificando sua consonância com as legislações e as autorregulações, certificáveis ou não, em cada tema e critério.

Ao fazer essa análise mais detalhada e sistêmica de seu negócio, a empresa poderá planejar-se, utilizando para isso os próprios critérios essenciais de RSE ou as diversas ferramentas de gestão para sustentabilidade que existem atualmente. Entre elas, o manual relaciona os critérios essenciais de RSE com três ferramentas complementares, de amplo alcance no Brasil: os Indicadores Ethos de Responsabilidade Social Empresarial 2008, os Indicadores Ethos-Sebrae de Responsabilidade Social Empresarial para Micro e Pequenas Empresas 2007 e as Diretrizes para Relatório de Sustentabilidade 2006 GRI (G3), da Global Reporting Initiative (GRI).
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