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Depois do recorde de desmatamento, um recorde em queimadas?

Sabe a piada do português que, quando vê uma casca de banana no chão, logo pensa: “ai, jisuis, lá vou eu cair no chão de novo!”? Parece o Brasil e as queimadas! Todo ano, basta começar a estação seca, e a história se repete, cada vez pior. O tempo seco é apenas a cortina de fumaça atrás da qual se escondem atitudes irresponsáveis ou até mesmo má intencionadas. Elas vão do descarte de bitucas de cigarro acesas em áreas com palha seca até os funestos hábitos de soltar balões e de queimar a cana de açúcar para a colheita. Para 2011, é esperado um recorde de queimadas como consequência do recorde de desmatamento registrado no começo do ano. São incêndios criminosos que visam limpar terrenos ilegalmente desmatados. Todas estas práticas são conhecidas. Todas são amplamente noticiadas como nocivas. Todos sabem que não devem fazer isso. Então por que escorregar na casca de banana?

Código Florestal Brasileiro é notícia nas negociações climáticas

Nada é mais típico de uma negociação climática sob a égide da UNFCCC que o ECO, o boletim diário produzido por uma coalização que representa mais 500 ONGs ambientalistas de todo o mundo.  Distribuído logo pela manhã, ele é leitura obrigatória para todos os negociadores - que, por meio desse informativo, tomam conhecimento da sociedade civil organizada.  Ou seja, se não sabiam, os três mil negociadores de quase 200 países de todo o mundo foram informados hoje que o silêncio do Brasil ao longo das negociações deste ano decorre do processo de aprovação do Código Florestal. Graças à belezura de documento costurado pelos ruralistas, dificilmente nosso país conseguirá cumprir as metas de redução que o ex-presidente Lula levou à CoP15 se ele for aprovado pelo Senado. Ou seja, perdemos a liderança moral que nossos negociadores e o Lula conseguiram construir nos últimos anos, apesar de todas as más notícias que eram publicadas aqui no Brasil.  Agora, todo mundo já sabe: nossos negociadores estão de mãos amarradas.

ECO - June 11 - Final

Vídeo oficial da ONU para o Ano Internacional das Florestas

Vídeo da ONU pelo Ano Internacional das Florestas (2011). Em tempos de debate sobre o Código Florestal Brasileiro, vale conferir estas lindíssimas imagens do francês Yann Arthus-Bertrand e as valiosas informações sobre o que elas realmente significam para nossa vida e para o planeta.

Quase 100% dos brasileiros condenam atividades agropecuárias em APPs

Impressionantes 91% dos brasileiros ouvidos em pesquisa do Datafolha condenam a manutenção de atividades agropecuárias em áreas de preservação permanente (APPs), ecoando a opinião da presidenta Dilma Roussef, que classificou de vergonhosa essa emenda ao Código Florestal aprovado pelo Congresso Brasileiro. E assim como o Ministério da Fazenda, também 79% dos brasileiros são contra o perdão de multas impostas a produtores rurais que desmataram ilegalmente e apóiam o veto prometido de Dilma caso o código aprovado no Senado preveja anistia a desmatadores. Ou seja, podemos concluir não só que o brasileiro rejeita o atual texto do Código Florestal, mas também que não foi por acaso que os atuais membros do Poder Executivo tenham vencido as eleições no ano passado: a sintonia com a opinião popular é inegável!

PL pode colocar Brasil na vanguarda do REDD

REDD é a sigla em inglês para Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação. Trata-se de um mecanismo desenvolvido pela ONU que parte de um raciocínio simples: se o desmatamento e degradação de uma floresta geram CO2 na atmosfera e se, de pé, ela contribui para absorver esse gás, um dos caminhos para combater as mudanças climática é a preservação. Por esse motivo, o REDD entrou na pauta das negociações climáticas e, neste momento, está passando pela definição de detalhes como o respeito aos direitos dos povos indígenas que habitam as florestas, os critérios, procedimentos e prazos de medição e avaliação de resultados, além de formas de financiamento. Apesar de ainda não haver uma legislação REDD consolidada no âmbito do acordo climático, já existem inúmeras iniciativas e fundos que financiam iniciativas que se encaixam nessa descrição. Responsável pela maior floresta tropical do planeta, o Brasil é parte interessada e estratégica nessa questão. Não custa lembrar que o desmatamento é responsável por mais de 70% das emissões brasileiras de gases do efeito estufa. Por isso, não é de se estranhar que já exista um projeto de lei tramitando no Congresso Nacional a esse respeito.

Desmatamento, mortes, Código Florestal, Belo Monte e usinas nucleares

Talvez o primeiro ano do governo Dilma Roussef seja lembrado, no futuro, como um verdadeiro desastre ambiental. Entre março e abril deste ano, o desmatamento na Amazônia subiu para 593 quilômetros quadrados, segundo o INPE-Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Nesses mesmos meses do ano passado, o desmatamento foi de 103,5 quilômetros quadrados na Amazônia – ou seja, houve um salto de quase 500% na comparação com o ano anterior. No caso da Mata Atlântica, apesar da redução no ritmo, houve uma perda de 31.195 hectares entre 2008 e 2010, de acordo com dados também do Inpe.


Quatro camponeses e um papagaio

Sente aí, seu moço: vou lhe contar um causo. Não se avexe que é história rápida e rasteira porque defunto fresco merece respeito e presteza, senão começa a cheirar! Chamava-se Adelino Ramos e era que nem gato: sete vidas! Não caiu em Corumbiara, nos idos de 95, caiu agora, na frente da família, enquanto vendia verdura. Mas dizem que foram precisos cinco tiros para abater o cabra! E ele ainda chegou a ser socorrido num hospital! Esse era duro na queda, mas não teve jeito: os homi da madeira e do carvão são mais duros porque são duros de coração. Tem respeito à vida não, seu moço! Com eles, é na base do trator, da motosserra e do tiro: nada pode ficar em pé na frente deles! Só essa semana foram quatro: o Adelino, em Rondônia, e o José Cláudio Ribeiro da Silva, a Maria do Espírito Santo e o Erenilton Pereira dos Santos, no Pará.

Cordel nada encantado

Hoje foi difícil distinguir a realidade da ficção!

No plenário da Câmara dos Deputados, era como se Coronel Timóteo estivesse negociando o casamento de sua irmã, Antônia, com o delegado Batoré, para deste obter proteção e vantagens.

No Pará, o camponês e líder extrativista José Cláudio Ribeiro da Silva e sua mulher, Maria do Espírito Santo, foram assassinados. em um projeto de assentamento agroextrativista. Lembrou, mais uma vez, o "cornérzim" da novela mandando seus jagunços fazerem sua "justiça".

No Mato Grosso, madeireiros usavam correntes para derrubar árvores. Aí, não me lembrou nenhuma novela: parecia simplesmente o fim do mundo. Ou, pelo menos, o fim do bom senso.

Por um Código que defenda nosso patrimônio Florestal

Eu não ia escrever sobre o Código Florestal, porém mais uma vez recebi um email muito esquisito, como se fosse troca de mensagem entre duas pessoas e eu lá, copiada inadvertidamente. Linguagem jovem, links para vídeos e tudo mais - tudo defendendo os ruralistas. Obviamente não tenho provas, mas isso não me impede de ter essa sensação de que tem dedo da CNA por trás disso. E sensação/intuição, sabe como é, né? Batata!! Então, vamos descascá-las!

O que esperar da votação do Código Florestal Brasileiro

Tudo indica que as negociações em torno do texto do novo Código Florestal Brasileiro prosseguirão para viabilizar uma votação nesta quarta, 4 de maio de 2011. E o que podemos esperar como resultado?
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