Guapiruvu: o Brasil que pode dar certo
Rio+20: a voz e a vez das pessoas
| Pedro Telles, Luís Flores, Severn Suzuki, Wael Hmaida, Rubens Born, Sharan Burrow, Kumi Naidoo eCamilla Toulmin |
Sustentabilidade no dia a dia: iluminação
Então, #ficadica de hoje: iluminação
Retrofit às margens do Sena
Duas décadas de mentiras de empresas e governos
O Senhor dos Prêmios
Para lhe mostrar seu selo
E convencê-lo a crer!
Mais um prêmio sem razão
E já são tantos os rankings feitos em vão
Mas explicam novamente
Que o marketing convence o presidente
E põe em movimento a corporação
Um prêmio sempre avança a companhia
Mesmo sem alterar em nada a tecnologia
Prá que mudar a energia
Se selos e prêmios dão mais lucros
E reputação?
Existe alguém que está contando com você
Prá aderir ao prêmio e ao selo
Pois é neles que todo mundo vai crer!
E quando vier a enchente,
A seca, o calor, a gente doente
Ele vai se inscrever em novos prêmios
E começar tudo novamente!
Que belíssimas cenas
De destruição
Não teremos mais problemas
Com a superpopulação
Veja que relatório lindo
Fizemos prá você
Lembre-se sempre
Que Deus está
Do lado de quem vai vencer!
O Senhor dos Prêmios
Não gosta de mudanças
O Senhor dos Prêmios
Não gosta de mudanças
O Senhor dos Prêmios
Não gosta de mudançaaaaaaaaaaaaaaaaaaas!
Escola americana troca cortadores de grama por ovelhas
Farmville? Esqueça! O lance agora é manejar uma APP no Facebook
O aplicativo foi desenvolvido pela Cenários Futuros que, com ele, visa explicar os conceitos de conservação de forma lúdica. A dinâmica básica consiste em plantar árvores de diversas espécies, o que por si só atrai animais para sua área e também aumenta o nível de retenção de carbono. É possível fazer a colheita de frutos, mudas e até madeira, explorando os recursos naturais de forma sustentável, levando em conta às condições ecológicas locais, fundamentais na proteção da natureza e na manutenção da diversidade biológica. O crédito de carbono também é utilizado como medida para que você passe de level e consiga adquirir espécies de árvores mais lucrativas. O jogo conta ainda com informações sobre plantas, prêmios e categorias de evolução do responsável e também com desastres ambientais que o jogador terá de lidar.
Então, que tal praticar um pouco? Basta acessar http://apps.facebook.com/cenarios_futuros
Linha histórica dos indicadores de sustentabilidade
Bernardo Eckhardt, analista ambiental do Ibama, organizou uma linha cronológica com a evolução dos indicadores de sustentabilidade considerando seu contexto histórico, político e econômico depois de ler o livro "Mundo em Transe: do aquecimento global ao ecodesenvolvimento" de José Eli da Veiga. O diagrama foi validado pelo próprio José Eli.
Os países mais verdes do mundo
Dia Mundial do Meio Ambiente: vamos fazer nossa parte?
Com modernização, câncer passou a ser a principal causa de mortes na China
Na China, o Ministério da Saúde acaba de anunciar que o câncer tornou-se a principal causa mortis, respondendo por um quarto das mortes no país. Essa transição das tradicionais pragas das nações pobres (doenças infecciosas e altas taxas de mortalidade infantil) para câncer, problemas cardíacos e AVCs coincide com a urbanização do Império do Centro. E as estatísticas mostram uma prevalência desse mal nas cidades industriais onde, como você deve saber, a poluição é tamanha que chega a ofuscar a vista, como uma neblina. Lembra dos Jogos Olímpicos, quando havia o receio, por parte do comitê organizador, da falta de condições respiratórias para provas envolvendo corridas (e, portanto, maior esforço cardiovascular)?
Sacolas plásticas: como viver sem elas
Por um Código que defenda nosso patrimônio Florestal
Quem disse que desenvolver um produto sustentável é complicado?
O tempo não para
A ministra optou pelo atraso
Ruralistas podem inviabilizar plano brasileiro de redução de emissões
Hoje (03/11), o governo brasileiro se reuniu para discutir suas metas de corte de emissão de gases efeito estufa que serão apresentadas durante a reunião da Convenção do Clima em Copenhague (COP 15) em dezembro. Não houve consenso e o anúncio foi adiado em duas semanas. O único ponto que todos concordam é quanto a implementar um plano para diminuir em 80% o desmatamento no país até 2020. Mas se o presidente Lula não agir firmemente no âmbito da política interna, esse plano será pura ficção.Amanhã (04/11) a Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados votará o PL 6424/05, que anistia os desmatamentos ilegais ocorridos até 2006 e diminui o nível de proteção às áreas ambientalmente sensíveis, como beiras de rio, encostas, topos de morro. Se aprovado, os que desmataram ilegalmente 34 milhões de hectares, só na Amazônia, serão premiados, o que incentivará o avanço da ilegalidade. Parlamentares ligados ao agronegócio, muitos deles de partidos da base de apoio ao presidente, têm maioria nessa comissão e prometem aprovar o projeto, que é na prática uma revogação do Código Florestal, e o fim do natimorto plano brasileiro de diminuição do desmatamento.
Apesar de antiga, essa lei até recentemente vinha sendo precariamente cumprida. Mas com um melhor aparelhamento dos órgãos de fiscalização e uma maior cobrança por parte da sociedade, houve, nos últimos anos, significativo aumento das punições aos desmatamentos ilegais, o que gerou descontentamento da parte do agronegócio brasileiro que se beneficiava da impunidade. Com grande influência no parlamento, esse setor econômico passou a pressionar pela revogação da lei e pela anistia às ilegalidades já ocorridas, a forma mais simples de se legalizar. O próprio ministro da Agricultura vem sendo porta-voz dessas propostas, defendendo publicamente que a proteção às florestas sejam “atenuadas”.
Apesar de não serem maioria no Congresso Nacional, os parlamentares ligados ao agronegócio contam com a total omissão do governo Lula para levarem adiante esse projeto. Conclamamos o presidente Lula a atuar firmemente para que um retrocesso dessa envergadura não ocorra, pois caso contrário a reunião ministerial de hoje terá sido pura encenação e o plano a ser apresentado em Copenhague, independentemente de seu conteúdo, uma fantasia.
Assinam:
Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi)
Conservação Internacional - Brasil
Greenpeace
Grupo de Trabalho Amazônico (GTA)
Instituto Centro de Vida (ICV)
Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon)
Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora)
Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica (Ipema)
Instituto de Pesquisa da Amazônia (IPAM)
Instituto Socioambiental (ISA)
Programa da Terra (Proter)
Rede de ONGs da Mata Atlântica
Vitae Civilis - Instituto para o Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz
WWF - Brasil
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A sessão da Comissão é aberta ao público e qualquer pessoa pode acompanhar no plenário 2 do Prédio das Comissões da Câmara dos Deputados. Além disso, você pode cobrar o deputado que elegeu/o partido no qual votou, lembrando-os que interesses eles representam.
Os integrantes da Comissão que vota amanhã o Projeto de Lei que ameaça o futuro ambiental brasileiro são:
* Roberto Rocha (presidente – PSDB/MA)
* Marcos Montes (1º vice-presidente erelator do Projeto de Lei, DEM/MG)
* Jurandy Loureiro (2º vice-presidente,PSC/ES)
* Leonardo Monteiro (3º vice-presidente, PT/MG)
* André de Paula (DEM/PE)
* Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB/SP)
* Antônio Roberto (PV/MG)
* Edson Duarte (PV/BA)
* Gervásio Silva (PSDB/SC)
* Givaldo Carimbão (PSB/AL)
* Jorge Khoury (DEM/BA)
* Marina Maggessi (PPS/RJ)
* Mário de Oliveira (PSC/MG)
* Paulo Piau (PMDB/MG)
* Rebecca Garcia (PP/AM)
* Rodovalho (???) (DEM/DF)
* SarneyFilho (PV/MA)
* Zé Geraldo (PT/PA).
Os suplentes são: Aline Corrêa (PP/SP), Antonio Feijão (PTC/AP), Arnaldo Jardim (PPS/SP), Cezar Silvestri (PPS/PR), Fernando Gabeira (PV/RJ), Fernando Marroni (PT/RS), Germano Bonow (DEM/RS), Homero Pereira (PR/MT), Luiz Carreira (DEM/BA), Miro Teixeira (PDT/RJ), Moacir Micheletto (PMDB/PR), Moreira Mendes (PPS/RO), Nilson Pinto(PSDB/PA), Paulo Roberto Pereira (PTB/RS), Paulo Teixeira (PT/SP), ValdirColatto (PMDB/SC), Wandenkolk Gonçalves (PSDB/PA) e Zezéu Ribeiro (PT/BA).
Blog Action Day: mudanças climáticas
Não custa fazer um breve histórico da situação: a descoberta do motor provocou uma revolução na história da humanidade - pela primeira vez em milênios a produção seria gerada não mais por músculos (humanos ou animais). As fontes de energia, abundantes e baratas, foram o petróleo, o carvão e o gás, cuja queima gera energia... e CO2. Décadas e décadas de poluição na atmosfera fizeram com que o nível desse gás atingisse patamares acima dos historicamente conhecidos. Como o CO2 tem relação direta com a temperatura do planeta, a comunidade científica achou por bem alertar para o risco de termos mudanças no clima provocadas pela ação do homem pela primeira vez na história do planeta.
Toda unanimidade é burra. Portanto obviamente existem os que contestam esta teoria. Mas como ninguém está a fim de pagar para ver se é verdade ou não, oficialmente todos querem adotar a postura preventiva: sociedade civil, governos, setor produtivo... Oficiosamente, a história é outra: como todos vivem a pressão do curto prazo (governantes eleitos, executivos de empresas), poucos querem comprometer investimentos ou resultados por conta de uma história que não é 100% comprovada e cujos efeitos podem não me atingir agora! Porque essa é a dura realidade: quem é mais afetado pelas mudanças climáticas são as pessoas mais pobres, que habitam áreas de risco, e as nações mais pobres, que estão no cinturão ao redor do Equador, onde o aumento da temperatura será mais sentido. Quem decide muitas vezes está cercado pela estrutura dos Estados de bem-estar social, tem renda para contornar eventuais problemas - e pode nem viver para senti-los na pele (própria ou do outro!). Muitos dos efeitos das mudanças climáticas poderão só ocorrer ao longo das gerações futuras.
O resultado você pode ler nos jornais ou na internet: negociações travadas para a conferência da ONU. EUA e União Européia que não se entendem. No Brasil, uma política de esquizofrênicos: de um lado o Ministro do Meio Ambiente, Celso Ming, comemorando que o país tem metas arrojadas etc etc. Do outro, a candidata do governo, Dilma Roussef, pedindo revisão das metas porque diz que não vai sacrificar o crescimento econômico em prol do ambiente.
Nem ela, nem ninguém.
Existe uma falácia nessa história toda que está na raiz da discordância entre ambientalistas (os que querem preservar o meio ambiente) e desenvolvimentistas (os que querem o desenvolvimento econômico). Ela consiste na crença de que o mundo é estático. Do lado dos ambientalistas, isso leva à defesa da preservação das coisas como estão - o que é antinatural, pois o universo muda desde o BigBang! Ou seja, a saída não é congelar, porém mudar junto. Do lado dos desenvolvimentistas, por sua vez, a crença é que o atual modelo produtivo (não econômico, veja bem) é definitivo. Qualquer ameaça a este modelo seria uma ameaça à atividade produtiva, ao crescimento econômico e ao bem estar do ser humano (que precisa de emprego e renda para viver). Não é verdade: pesquisa e tecnologia podem mudar o modelo produtivo da pecuária, da indústria e da silvicultura - sim, precisamos pesquisar a Amazônia, e muito!, para saber como explorá-la de forma sustentável. Precisamos parar de criar complexos raciocínios e teorias baseadas em um preconceito irracional contra a atividade econômica, contra o capitalismo, contra o lucro. Lucro nunca foi problema; prejuízo, sim! Ninguém reduz a desigualdade social acabando com o lucro, mas acabando com a perda, com o prejuízo, com a falta de acesso a capital.
O viés moral também emperra qualquer tentativa de um acordo na medida em que coloca a questão das mudanças climáticas como uma opção da consciência. Aí, amigo(a), danou-se: tem mais de dois mil anos que a Igreja (qualquer igreja!) fala para não pecarmos e continuamos pecando - por que iríamos virar santos agora só porque alguma ONG ou o Al Gore resolveu pregar sobre sustentabilidade? Pressionar nossos representantes para que cheguemos a um acordo eficiente que possa realmente reverter a atual tendência de alterarmos, pela atividade econômica, o clima da Terra, não é uma questão de bom mocismo. Não se trata de salvar o planeta. É business as usual, darling. Por menos nobre e charmoso que isso pareça.
Para o dirigente de uma empresa ou país, é importante antecipar-se às mudanças climáticas, tentando revertê-las, por uma questão de risco: risco do investimento, risco de governabilidade. Ponto. E sustentabilidade não é um pilar de marca, pelamordeDeus, mas uma forma de gestão pela qual governos e empresas começam a contemplar em seus modelos de administração questões que antes não eram consideradas. E fazem isso para pesquisar, para conhecer, para testar... e descobrir novas formas de lidar com esses problemas antes que eles simplesmente virem um imperativo (da lei ou, pior, da natureza) a ser cumprido. Apenas para ilustrar: lixo era algo que se jogava fora até alguns anos atrás. Lixo, hoje, é um problema de gestão pública - precisa ser administrado, ter custos compatíveis, logística viável etc. etc. Para as empresas, lixo pode se tornar uma questão de logística reversa, como ocorreu com a indústria de pneus (que teve que engolir, goela abaixo, sem maionese, o ônus de recolher os pneus usados e lhes dar um destino correto).
Para você que me lê, sustentabilidade vai ser um novo modo de vida: uma nova maneira de consumir (porque custos que hoje não são repassados para você, consumidor, o serão no futuro), de se preparar para o mercado de trabalho (pois surgirão novas profissões, novos mercados, nova oportunidades) e de exercer sua cidadania: poucas questões explicitam tão bem que somos todos habitantes de um mesmo planeta, e não de um ou outro país, como o clima.
Neste Blog Action Day, peço a quem me lê que passe a encarar a questão das mudanças climáticas mais com os pés no chão do que com a cabeça nas nuvens. Idealismo é bom e sem ele a humanidade não vislumbra novos horizontes! Mas sem pragmatismo não caminhamos.
Al Gore na Fiesp
A palestra daquele que ficou conhecido como o próximo presidente dos Estados Unidos, como o próprio gosta de se apresentar, foi uma versão editada e sem slides de Uma Verdade Inconveniente (não assistiu? veja aqui!) com alguns subtemas específicos da realidade brasileira. Pedindo desculpas por falar de problemas brasileiros sem ser um brasileiro, Gore tocou no tema das queimadas. Ele fez questão de enfatizar que, em termos globais, as queimadas respondem por pouco mais de um quarto das emissões. Que a indústria ainda é a principal emissora. Porém que essa questão precisa ser enfrentada pelos brasileiros, que já contam com uma matriz limpa. Sempre lembrando que seu país, os Estados Unidos, tem muito mais a fazer, e que assuntos de Brasil são de responsabilidade dos brasileiros, ele chamou a atenção para o valor da Floresta Amazônica do ponto de vista da biodiversidade, prevendo que no futuro biotecnologia será uma indústria tão valiosa como a do petróleo é atualmente. “Vender a floresta pelo preço da madeira é como vender um computador pelo preço do silício que ele possui”, comparou.Falando de oportunidades de negócios em uma economia de baixo carbono, Gore lançou a idéia de incluir, nos acordos que serão firmados em Copenhagen no final deste ano, a carbonização do solo. Segundo ele, técnicas milenares, como as utilizadas por alguns povos da Amazônia para produzir a chamada “terra preta” (queimando e enterrando material orgânico) podem seqüestrar carbono e deixar o solo ainda mais produtivo. Ele também destacou o potencial da indústria automotiva brasileira, com base no carro flex, e elogiou o programa brasileiro de produção de etanol – que, segundo ele, foi incluído em seu mais novo livro, Our Choice, a ser lançado dentro de três semanas (e convenientemente antes da CoP15). Também destacou o agribusiness nacional, que conseguiu um aumento de produtividade quatro vezes maior que o registrado no restante do mundo entre 1970 e os dias de hoje.
Demonstrando otimismo em relação à CoP15 – um otimismo pragmático, diga-se de passagem, com base no “mais vale um acordo que acordo nenhum” – Gore fez o mea culpa sobre a lentidão dos EUA no trato das questões climáticas. Ele explicou sobre as pressões do eleitor, preocupado com seu emprego (ainda mais em tempos de crise econômica) no meio do debate sobre meio ambiente. Um medo fundamentado no fato de que os EUA já perderam milhões de postos de trabalho para países menos rigorosos com direitos trabalhistas e legislação ambiental. Por isso, ele reforçou mais uma vez que acredita, sim, no conceito de responsabilidade comum, porém diferenciada, desde que cada um assuma a sua parte. Ao responder sobre a lei em tramitação no Congresso Americano, que propõe uma redução de apenas 4,5% nas emissões de CO2 naquele país até 2020 em relação aos níveis de 1990, Gore disse que o importante é colocar um preço no carbono - isso precipitará o restante do processo de redução e controle.
Assim como em Uma Verdade Inconveniente, Gore credita à falta de vontade política o pouco avanço nas questões ambientais. Porém vontade política, como ele mesmo gosta de repetir, é um recurso renovável.
Do que gostei
Quando ele falou na mudança de mentalidade da nossa época, que favorece um foco excessivo no curto prazo. Ele comentou que pesquisas com executivos americanos mostraram que eles não conseguem aprovar investimentos benéficos no futuro que exijam sacrifícios, mesmo que pequenos, no presente. Rever a noção de tempo – e, por consequência, de expectativa – é fundamental para avançarmos em direção a pensamentos e práticas mais sustentáveis.








