Sustentabilidade no dia a dia: iluminação
Então, #ficadica de hoje: iluminação
Mais produtividade por gota de água
Xixi no banho
Virgula.com
Depois do Empire State, é a vez da Sears Tower ficar verde
A Sears Tower , o prédio mais alto dos EUA, com 442 metros e 108 andares, deve se tornar mais sustentável daqui a cinco anos. Um projeto de US$ 350 milhões prevê uma economia de 80% na energia e de 24 milhões de galões de água em relação ao consumo atual.Painéis solares serão instalados para prover a energia necessária ao aquecimento da água (o prédio fica em Chicago: faz frio prá xuxu lá!). Diferentes tipos de turbinas de vento contribuirão para a geração de energia. E entre 2.787 e 3.250 metros quadrados de telhados verdes serão plantados para ajudar a regular a temperatura interna do prédio. A reforma inclui ainda adaptações nas 16 mil janelas para que elas também contribuam com a economia de energia, além de sistemas automáticos de iluminação e, sim, a substituição dos equipamentos do banheiro para reduzir o consumo de água. O objetivo é obter a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), do Green Building Council.
A reformulação da Sears Tower gerará 3,6 mil empregos. Durante a obra, um centro de ensino sobre construção sustentável será instalado no térreo para disseminar o conceito ao público que circula no prédio.
São Paulo sai na frente no combate ao lixo eletrônico
A boa notícia do dia é que a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou um Projeto de Lei que obriga as empresas que fabricam, importam ou comercializam produtos eletrônicos a reciclar ou reutilizar o material descartado, total ou parcialmente. Quando não for possível reaproveitá-lo, será necessário neutralizar o lixo. Para entrar em vigor, falta a assinatura do governador José Serra, o que deve ocorrer dentro de 30 dias. Depois, virá a regulamentação, pela Secretaria do Meio Ambiente, que determinará as normas e categorias de aplicação. O que já se sabe é que o descumprimento da lei implica em sanções que vão de advertência a multas diárias em torno de R$ 14 mil.
A lei paulista sai antes da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que está há mais de 10 anos sendo “debatida” no Congresso Nacional. Ou seja, atualmente não há uma legislação que regulamente o descarte do lixo tecnológico (a não ser pilhas e baterias, cobertas por legislação CONAMA). Ocorre que computadores, TVs e geladeiras possuem metais pesados e outros elementos contaminantes do ambiente. Por isso, seu recolhimento pelos fabricantes, quando deixam de ser usados, é uma tendência em todo o mundo.
Quando sair a lei, será importante que fiquemos de olho na forma como os produtos serão reciclados. Nos Estados Unidos, por exemplo, a lei gerou um fluxo de exportações de lixo eletrônico para países em desenvolvimento, como China, Índia e Paquistão, nos quais os custos de reciclagem são 1/15 menores que nos EUA. Só que preço baixo geralmente significa que as externalidades não são computadas.
Resultado: um dano humano e ambiental seríssimo.
Confira o vídeo abaixo, produzido pelo site norte-americano Good, que explica de forma bem didática o risco do lixo eletrônico – e o problema da exportação da reciclagem.
Caso queira mais informações sobre o assunto, clique em LIXO ELETRÔNICO no menu de categorias (tags) que fica no lado esquerdo na tela deste blog.
Arquitetura verde em Dallas
Este é o caso do antigo estacionamento que ficava em frente à prefeitura de Dallas, no Texas. A ONG Central Dallas Community Development Corporation (CDCDC), com apoio da ONG Urban Re:Vision, realizou um concurso que recebeu projetos de escritórios de arquitetura de 14 países para recuperar o local – e chegou a três finalistas pródigos na sustentabilidade ambiental.
O projeto Forwarding Dallas veio do atelier Data & MOOV, de Lisboa. Baseado em um modelo de colinas e vales, ele comporta pontos para captação de energia solar e eólica que deixam o condomínio autossuficiente. Também incorpora estufas para produção de alimentos, além de muita vegetação para capturar o CO2.
O projeto selecionado será efetivamente construído pela CDCDC, que contará com a ajuda da prefeitura e de créditos fiscais federais, além do apoio de fundações.
Olhando para as imagens acima, lembrei-me do Lula falando que se JK tivesse que construir Brasília hoje, ele não conseguiria licença ambiental para pousar seu avião. Pois é... Nos dias de hoje, o próprio projeto de Niemeyer e Lúcio Costa seria visto como desatualizado. Alguém aí dá um toque pro Andrea Matarazzo pensar nisso quando olhar para a Cracolândia??
Clinton: “Nosso modelo de crescimento é insustentável"
Acompanhei a palestra que Bill Clinton deu para cerca de 1,5 mil empresários reunidos no Ethanol Summit, que acontece até o dia 3 de junho aqui em São Paulo. E fiquei surpreendida com a clareza e a incisão de determinadas afirmações feitas pelo ex-presidente norte americano. A começar pelo reconhecimento de que o atual modelo de crescimento é insustentável, nossa interdependência é instável e desigualdade está aumentando. “É dentro desse contexto que devemos analisar as mudanças climáticas”, destacou.O tema Sustentabilidade permeou toda a fala do ex-presidente, que fez um mea culpa público sobre o Protocolo de Kyoto, explicando que seu próprio partido não aprovou a moção que permitiria aos EUA assinarem o acordo por não acreditar ser possível crescer sem emitir os gases causadores do efeito estufa. Ao chamar a atenção para o fato de que apenas 4 nações conseguiram cumprir as metas do protocolo (Suécia, Dinamarca, Alemanha e Grã-Bretanha), Clinton questionou se os demais lidere que assinaram, mas não alcançaram os objetivos propostos, seriam mentirosos ou incompetentes – em uma clara alusão à perda de credibilidade das lideranças em todo o mundo que se intensificou com a crise econômica. Como resposta, o próprio Clinton explicou que ambas alternativas estão incorretas, já que a questão não é o que fazer, mas como fazer.
Por “como”, entenda-se reduzir as emissões dos gases causadores do efeito estufa mantendo o crescimento econômico. Na sua visão, esta questão é solucionada com a troca dos combustíveis fósseis por fontes limpas. Porém não a qualquer custo: Clinton deixou claro que embora o etanol seja uma solução sustentável quando analisado isoladamente, ele deixa de sê-lo ao empurrar a fronteira agropecuária para a Floresta Amazônica, com sua expansão. Ele foi bastante contundente ao destacar que os 75% de emissão de CO2 geradas por queimadas e desmatamentos são, na verdade, resultantes de práticas diretamente relacionadas com a ampliação das fronteiras para a agricultura e pecuária. Por isso o Brasil aproxima-se da Índia e da China em emissões de CO2, mesmo tendo uma matriz energética “limpa”, quando analisada isoladamente.
Se bem aproveitada, essa visão sistêmica que Clinton introduziu – mostrando aos empresários do etanol que não basta responder pela eficiência interna de sua indústria, mas que é preciso também atentar ao impacto que ela causa sobre outros setores, sobre a sociedade e a geografia do país – pode contribuir para uma gestão mais sustentável da agricultura nacional.
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Ethanol Summit - de 1 a 3 de junho de 2009
Hotel Sheraton WTC - São Paulo, SP
Organização: UNICA - União da Indústria da Cana-de-Açúcar
Foto: AP
Porque ninguém é sustentável 0% ou 100%
Você certamente já ouviu falar do Nano, celebrado com o carro mais barato do mundo (menos de US$ 2 mil). Pequeno e econômico (20 km por litro), ele já acumula 203 mil encomendas desde abril deste ano, quando foi colocado à venda na Índia. Seu fabricante, o grupo Tata, não conseguirá atender a esta demanda e terá que sortear as primeiras 100 mil unidades, que serão entregues a partir de julho. O público-alvo, naturalmente, são pessoas até então alijadas do mercado automotivo pelo fator preço – porém ávidas pelo conforto e pelo status que um carro proporciona. Tanto que, sem chegar às ruas, o Nano já responde por 17% do mercado local. Detalhe: apenas 2% dos 1,2 bilhão de indianos tem carro hoje. Dá para imaginar o potencial desse mercado?Um carro eficiente no consumo de combustíveis, que permite a inclusão de milhares de consumidores a uma forma de transporte amplamente reconhecida como mais digna e que gerará empregos em seu fabricante, lucros e dividendos. Uma boa notícia, portanto, dos pontos de vista ambiental, econômico e social. Ou não?
Vamos fazer uma conta tosca: imagine que um centésimo da população indiana adquira o Nano. Seriam um milhão de carros a mais no mundo. Imagine que cada carro rode pouco, uns 5 mil km por ano. Como o carro faz 20 km por litro, seriam apenas 2,5 milhões de litros de gasolina a mais em consumo por ano. Um carro 1.0 movido a gasolina libera 2,3 kg de CO2 por litro de combustível. Usando essa estatística, o total de nossa frota hipotética liberaria 5,75 milhões de quilos de CO2 na atmosfera. Ou seja, do ponto de vista ambiental, a economia proporcionada unitariamente não conseguirá reverter a curva ascendente provocada pelo conjunto da frota que será adicionada nas ruas do planeta.
Só que é complicado falar disso, né? Afinal, com que direito aqueles que consomem há décadas, há séculos, devem agora ter pruridos com a entrada de novos consumidores no mercado? Quem sou eu, que há anos usufrui o conforto de um carro próprio (mesmo sendo um Uno Mille) para sugerir que milhares de pessoas devem deixar de ter tal regalia em prol do ar que respiramos?
A necessidade de reduzir (se possível, eliminar) as causas do efeito estufa convive com o direito à dignidade humana – a qual é entendida, na nossa sociedade, como consumo e conforto (entre outras coisas). Essa percepção, tão disseminada a ponto de ser vista como algo “natural”, não tem nada de natural: ela é fruto de um determinado sistema econômico (capitalismo), de uma determinada cultura (ocidental) em um determinado momento histórico (pós-revolução industrial). Trata-se de uma percepção de direito que, no fundo, é extremamente desrespeitosa com o ser humano. Pois ela se baseia na objetivação da dignidade: ter dignidade significa ter bens (e não ser digno). Ter é ser incluído, não ter é ser excluído.
Voltando ao Nano: o maior acesso ao produto proporcionado pelo preço baixo não quebra o paradigma de inclusão / exclusão de seres humanos pelo que eles têm ou não têm. Sei bem do que estou falando: dirijo um Uno Mille. Todo dia ele me lembra que pessoas não respeitam pessoas: pessoas respeitam dinheiro.
O problema é que não existe um imaginário disponível para substituir o que foi criado pela sociedade de consumo. Se de um dia para o outro acabarmos com o consumo, tal como o entendemos hoje, todos – eu, inclusive – nos sentiremos muito injustiçados. Não contamos ainda com uma rede cultural que dê apoio à transição da nossa psique de um modelo de consumo para outro qualquer.
Se o Nano apenas reforça paradigmas de exclusão social, não é justo cobrar do Grupo Tata que ele quebre tais paradigmas. Isso vai muito além da função de uma empresa, por mais sustentável que ela seja. O máximo que ela poderia fazer seria unir-se em rede a outros agentes de mudança (escolas, ONGs, governo) e participar do processo. Mas duvido que eles estejam fazendo isso: se do ponto de vista do negócio, o Nano foi uma tacada de mestre para a Tata, do ponto de vista macroeconômico, ele nada mais é que a extensão da atual dependência de combustíveis fósseis (ele não foi concebido para rodar com biocombustíveis). Se nem isso fizeram...
Em Israel: corujas no lugar de pesticidas
Em Israel, corujas e falcões estão sendo usados para controlar pestes agrícolas com o objetivo de reduzir a quantidade de insumos químicos na agricultura local. Esta tática parte da própria cadeia alimentar natural da região, composta por centenas de corujas e falcões. O alvo são os roedores que atacam e danificam as lavouras. Ironicamente, algumas dessas espécies estão ameaçadas de extinção justamente por se alimentar de ratos altamente contaminados com o veneno usado para gerenciar sua população, de acordo com a BirdLife International.
Os cientistas de Israel estão trabalhando com os produtores locais nessa mudança de foco, do pesticida para o controle natural. A abordagem é relativamente simples: fazendeiros instalam ninhos como forma de atrair e reter aves de rapina. Uma vez habituados ao local, eles passam a caçar os roedores, reduzindo sua população.
O uso de aves de rapina no combate aos roedores que atacam as lavouras começou em 1983, quando alguns ninhos foram construídos perto de um kibbutz no vale de Bet-She´na, ao sul do Mar da Galiléia. Primeiro, vieram as corujas. Depois, os falcões. A combinação tem um motive: falcões caçam de dia; corujas, à noite. Desta forma, é possível manter um controle dos roedores 24 horas por dia.
Em Israel, esta prática já se constituiu em um programa financiado pelo governo. Agora, entidades conservacionistas e cientistas palestinos e da Jordânia procuram informações para se unir à iniciativa. De acordo com o World Owl Trust, existem hoje cerca de mil ninhos de corujas em Israel. Em uma delas, a entidade instalou uma webcam para acompanhar o comportamento das aves.
Sobre o ônibus a hidrogênio e a neutralidade da ciência
É o tipo de notícia que alimenta nossa esperança na capacidade do ser humano de desenvolver soluções inovadoras que nos permitirão superar o desafio das mudanças climáticas, da excessiva dependência do petróleo, do esgotamento das matérias-primas...
Mas quando tiro os óculos cor-de-rosa, um sub-texto me chama a atenção nessa notícia: que o teste dessa tecnologia esteja acontecendo aqui. Mais: que um dos especialistas que participou do desenvolvimento do ônibus a hidrogênio, Ferdinand Panik (adorei o sobrenome – risos!), declare que o Brasil deverá se tornar um pólo exportador de veículos a hidrogênio. Se isso acontecer, reforçaremos nossa tradição no apoio ao desenvolvimento e disseminação de energias alternativas, que inclui o desenvolvimento do motor a álcool e da tecnologia Flex.
Por que aqui e não na Alemanha ou Japão ou nos EUA, que têm tradição (e recursos humanos e financeiros e tecnológicos) no desenvolvimento de novas tecnologias? Se a tecnologia é tão limpa, por que ela já não foi saudada como a salvação da lavoura e recebeu incentivos para entrar nas linhas de produção, já que não se fala em outra coisa senão em aquecimento global? Porque uma consulta rápida ao oráculo, quer dizer, ao Google, mostra uma infinidade de sites e matérias: todos sobre projetos futuros, promessa, protótipos mostrados em feiras de automóveis e eventos e competições alternativas... Mas nada ao alcance do consumidor.
Se a tecnologia está sendo colocada em uso no transporte público aqui em São Paulo, ela deve ser segura: nenhum político se arriscaria a mandar para o além as 50 pessoas que cabem em um ônibus! Deve dar para rodar bastante (a matéria fala em autonomia de 300 km), já que o trânsito aqui torna qualquer percurso de cinco minutos em uma penitência de meia hora. E a questão do preço não chega a ser um entrave. Primeiro, porque há muito dinheiro de subsídio rolando mundo afora na pesquisa e desenvolvimento de fontes de energia alternativas ao petróleo. Segundo, porque preço mais alto é uma característica comum a qualquer nova tecnologia (quem não se lembra do assalto que era um celular nos anos 90?) e já é contemplada na curva de adesão do produto pelo consumidor.
Não, não estou querendo desenvolver nenhuma teoria da conspiração. Só estou querendo chamar a atenção para o fato de que a ciência não é neutra, ao contrário do que acredita o senso comum, e ela se move e se desenvolve de acordo com os interesses econômicos (motivo pelo qual, por exemplo, você não cura inúmeras doenças: apenas administra os sintomas mediante ingestão constante de algum medicamento). E o poderio econômico de quem fornece energia hoje não é desprezível e ainda dá várias cartas na atual rodada do pôquer energético.
Note que eu não estou falando em práticas escusas, mas do lobby legítimo e, principalmente, da maneira como são tomadas as decisões sobre mudanças tecnológicas. Sobre este tema, recomendo a leitura do estudo da WWF sobre porquê as tantas ótimas soluções já descobertas para minimizar os impactos do atual modo produtivo não vingam. Entre os principais obstáculos estão o apoio grande e contínuo, direto ou indireto, para melhorar de métodos já defasados e a tendência, na política de planejamento e de investimentos públicos, de se consultar principalmente ou somente os grandes da indústria e do mundo dos negócios, que geralmente são a favor de soluções tradicionais.
Em outras palavras: quando deixamos a indústria farmacêutica se tornar o principal pólo de pesquisa sobre saúde, teremos remédios (e não a cura) como solução. Quando deixamos a indústria de petróleo pesquisar alternativas ao petróleo, a solução será outro tipo de carboneto (isso lembra algo para você) que também gera CO2 no ar. Não quero, com isso, negar a importância do desenvolvimento científico. Quero apenas chamar a atenção para o fato de que precisamos de um pouco de senso crítico para entender quais avanços a “ciência” está nos trazendo e, principalmente, questionar e cobrar se são esses os avanços que queremos.
De que forma? Veja o vídeo abaixo, da ONG Aavaz. É uma iniciativa. É um começo.
Sacolas plásticas: a solução britânica
Common sense, ou bom senso, é uma expressão tipicamente inglesa. Ela sintetiza como nenhuma outra o espírito bretão – e também a forma como os problemas são resolvidos por lá.Pegue o caso das sacolas plásticas, por exemplo. Por aqui, existe um esforço de comunicação para convencer o consumidor a utilizar embalagens retornáveis – no último domingo, por exemplo, o Wal-Mart distribuiu eco-bags para os assinantes de O Estado de S. Paulo. Mas a efetividade dessas iniciativas ainda está para ser provada: pelo menos eu não achei nenhum balanço de quantas sacolas plásticas deixaram de ser usadas por conta de tais ações. Caso você tenha visto algo, me conta, por favor! Porque o que eu tenho visto por aí é muita gente usando ecobags como bolsa – e sacolas plásticas para transportar as compras do supermercado e da feira.
Pois lá na terra da Rainha, ao invés de apelar para a consciência, eles resolveram cutucar o ponto mais sensível do ser humano: o bolso. E um ano depois de ter introduzido uma taxa de 5 pence por sacola, a Marks & Spencer, uma das maiores redes varejistas da Inglaterra, constata uma queda de impressionantes 80% em sua utilização. The National Trust, organização não governamental que cuida de propriedades históricas nas ilhas, confirma a tendência. Desde que começou a cobrar pelas sacolas plásticas em suas lojas, em maio do ano passado, viu a demanda por esse item cair 85%.
A cobrança, naturalmente, veio acompanhada por campanhas para que as pessoas adquirissem e não se esquecessem de usar as sacolas retornáveis.
Mas se o bolso do consumidor foi o alvo eleito para sensibilizá-lo sobre a questão das sacolas plásticas, as táticas eleitas não foram as mesmas. A Tesco, por exemplo, uma enorme rede de supermercados lá da terra de Shakespeare, optou por conceder pontos no cartão de fidelidade dos clientes que reutilizassem as sacolas plásticas em suas compras. Também tiveram grande sucesso – 50% de redução na utilização de sacolas novas – porém 1/3 atrás de quem resolveu ser menos sutil e cobrar pelo produto.
Graças à participação ativa dos varejistas, o consumo total de sacolas plásticas na Inglaterra caiu de 13,4 bilhões em 2006 para 9,9 bilhões no ano passado, segundo o Waste & Resources Action Programme. E o Department for the Environment Food and Rural Affairs acredita que as metas auto-impostas pelo varejo britânico farão com que 5 bilhões de sacolas deixem de ser consumidas por ano na Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte. Se tal meta for atingida, eles deixarão de emitir 130 mil toneladas de CO2 na atmosfera – o mesmo que tirar 41 mil carros da rua todo ano.
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Fonte: The Guardian.
Foto: não achei a quem creditar esta ótima imagem que demonstra de maneira inequívoca como as sacolas plásticas estão matando a vida no planeta (não custa lembrar, nós somos vida no planeta também...)
Case: você conhece o hotel Ponto de Luz?
Eu estive lá, achei que conhecia... e descobri que não nesta manhã, quando a Jô, gerente de negócios do Hotel Ponto de Luz (Joanópolis, SP) contou em detalhes o que é feito lá aos membros do Comitê de Sustentabilidade do WTC, organizado pelo Floreal Rodriguez.Eu achava que o Ponto de Luz é somente um spa holístico com uma excelente infra-estrutura de serviços para meditações e massagens e terapias alternativas. Eis que hoje tive a grata satisfação de descobrir que ele é um cases de sustentabilidade interessantíssimo sob todos os aspectos:
* HUMANO – o Hotel Ponto de Luz empregou pessoas da região durante sua construção e continua usando mão de obra e fornecedores locais. Os colaboradores, todos registrados, têm acesso à mesma alimentação das demais pessoas que freqüentam o local (respeitando o paladar regional, obviamente) – o que é raro nessa indústria! E mais: eles têm bolsa de estudos, programa de qualidade de vida e acesso aos mesmos tratamentos dos hóspedes! Fiquei com vontade de trabalhar lá!
* SOCIAL – por si só, a oferta de emprego e a aquisição de mercadorias de fornecedores locais já contribuem com a fixação das pessoas na região. Mas o Ponto de Luz foi além: ao perceber que a comunidade no entorno do empreendimento não tratava esgoto, entrou de casa em casa para instalar fossas sépticas (não negras). O bom relacionamento com os vizinhos não poderia dar outro resultado senão boas parcerias: hoje o Ponto de Luz já conta com produtores orgânicos para fornecer os itens que eles não produzem internamente. E o dono do terreno onde se encontra a mina de água que abastece o hotel, preocupado com a preservação daquela água, os procurou espontaneamente para vender o local!
* AMBIENTAL – basta olhar para o hotel para perceber que o projeto foi concebido para interferir o mínimo possível, integrando-se à paisagem. Foi feita a recuperação da mata no terreno do hotel, o qual foi construído com materiais rústicos e conta com aquecimento solar e estação de tratamento de esgoto. No seu entorno, foram adquiridas terras para evitar sua degradação pelo avanço da agricultura local. Aliás, quem vai lá e se encanta com o lugar é convidado a comprar terrenos na região para ampliar as áreas de preservação. E não é que tem dado certo? Diversos hóspedes já compraram terras no local! Os hóspedes, aliás, são incentivados a participar do projeto, reduzindo as trocas de toalhas (para reduzir o consumo de água) e separando o lixo para reciclagem. Também chamou minha atenção a estação de tratamento das chamadas “águas cinzas” (de lavanderia e cozinha), composta por 5 sistemas de filtragem que geram 2,5 mil litros/dia para irrigação. E, naturalmente, a maravilhosa horta orgânica de meio alqueire que eles têm lá: quem já se hospedou no Ponto de Luz sabe que não existe comida igual no mundo!! Também, pudera: tudo é adubado com a compostagem produzida com o resíduo orgânico do hotel!
De 2008 para cá, o Ponto de Luz começou uma nova etapa dentro de seu projeto de sustentabilidade: a introdução do Sistema Agro Florestal, por meio do qual serão cultivados cinco anéis de agroflorestas com leguminosas, hortaliças e árvores frutíferas com fases diferentes de frutificação.
O Ponto de Luz foi fundado há 15 anos, na época como uma opção de vida de seus proprietários. Hoje, eles têm consciência de que se trata de um negócio sustentável.
NÃO DEIXE DE VER ESTE VÍDEO!
Mas a melhor parte é quando a apresentadora fala que na nossa sociedade somos identificados, medidos e valorizados como CONSUMIDORES – e não como homens, mulheres, pais, mães, amigos... A parte que relaciona consumo e auto-estima é fantástica!
Não deixe de ver!
Dica da Cárin Duarte. Obrigada, Cárin!
O meu, o seu, o nosso papel nessa história
É muito fácil me chamar de ecochata e virar as costas, como se a responsabilidade fosse de uma entidade onipotente imaginária (o “sistema”?). O mais incrível é que este explicitamente mítico raciocínio é piamente aceito por pessoas com um nível educacional razoável e que, em outros temas, exibem senso crítico e bom senso.
Só que não tem jeito: todos nós somos responsáveis pelo problema... e pela solução!
Cabe a nós, como cidadãos, cobrar de nosso governo esquizofrênico uma definição clara em prol do ambiente.
Ao governo, cabe a criação de leis, normas e parâmetros que organizem a atividade econômica e a sociedade em um modus operandi mais eficiente, com menor desperdício. Também cabe ao governo fiscalizar e exigir o cumprimento das leis.
Cabe a nós, como consumidores, cobrar das empresas produtos e serviços com menor impacto ambiental.
Às empresas cabe o desenvolvimento de tecnologias, produtos e serviços mais limpos. Porque eu, como consumidora, dependo das opções que são colocadas no mercado para comprar o que quero / preciso. Também cabe às empresas a responsabilidade por uma comunicação mais honesta, transparente e verdadeira – e não só no relatório de sustentabilidade. Já está mais do que na hora de termos uma publicidade criativa, sim, porém menos enganosa e mais responsável, pois ela tem um efeito poderoso na formação dos jovens e na cristalização de hábitos de consumo.
E cabe a nós, habitantes deste planeta, optar por hábitos de consumo menos danosos: comprar produtos com menos embalagens, que tenham sido produzidos perto de onde estamos comprando, que possam ser reciclados... procurar cooperativas e separar o lixo para reciclagem... E, principalmente, abandonar o enorme equívoco que é o modo de vida baseado no descarte: copos descartáveis, meias descartáveis, celulares descartáveis, fraldas descartáveis...
O nome do jogo é Manter o Conforto e Reduzir o Consumo. De que forma? Pois é, não existe uma fórmula. Vamos ter que administrar caso a caso, negociar conosco mesmo, com nossas famílias e amigos. O primeiro passo é acabar com essa história de “ecochato”, que impede o diálogo e o raciocínio – premissas de qualquer mudança.
Acho que foi por isso que gostei tanto do discurso do Barack Obama no Dia da Terra. Ele mandou seu recado para o Congresso (criar medidas para combater o aquecimento global) e para o setor produtivo (desenvolver energias alternativas). Mas também falou diretamente à população, pois sabe do gigantesco efeito que qualquer pequena mudança de hábito de consumo fará, se adotada por 300 milhões de pessoas!
Confira o Guia Obama para uma Vida mais Verde:
“Encorajo todos os cidadãos a ajudar na proteção do ambiente e a contribuir com um mundo sustentável e saudável.”
“As famílias americanas podem economizar dinheiro escolhendo produtos mais eficientes no consumo de energia, apagando as luzes e tirando os aparelhos eletrônicos da tomada.”
“Diminuir o uso de ar condicionado.”
“Comprar produtos com menos embalagens.”
“Reciclar e reutilizar papel, plástico, vidro e alumínio com mais freqüência.”
“ Indivíduos e organizações podem plantar árvores, utilizar lâmpadas de menor consumo de energia, dirigir carros mais econômicos e ensinar aos mais jovens sobre a preservação ambiental.”
“As pessoas podem andar a pé, de bicicleta ou utilizar o transporte público.”
E aproveitando o gancho da última dica aí do Obama, pergunto: Kassab, cadê transporte público decente em São Paulo? Cadê as ciclovias???
Eu já postei minha cobrança no site da prefeitura. Agora, é sua vez!
Foto: The Telegraph
Esgoto urbano é usado como fertilizante agrícola nos EUA
Outro dia eu estava pensando que se houvesse uma análise de ciclo de vida dos produtos agrícolas, a agroindústria teria que integrar o sistema de esgotos à sua cadeia. Me perguntei se isso não seria uma boa, já que o processamento do esgoto poderia gerar fertilizantes, fechando o ciclo com a integração do descarte à produção.Pois não é que isso existe?!?! E mais: tem até feira sobre isso lá nos EUA!!
We are talking business, então esqueça as palavras chulas: o nome técnico da coisa é biossólido. Apenas este ano, 4 milhões de toneladas de biossólidos serão usadas como fertilizante agrícola nos EUA. O produto vem do processamento do esgoto de cidades como Nova York e Los Angeles, segundo a National Association of Clean Water Agencies, um grupo de comércio e tratamento de esgoto.
È um belo negócio: para o governo, pagar para eliminar parte do esgoto, mais do que ter que tratar e dar um destino correto à sua totalidade, é mais fácil e econômico. Para o agricultor, esse subsídio do governo deixa o produto mais barato e contribui para reduzir os custos da produção.
Se você ficou chocado com a possibilidade de comer um alimento fertilizado por coco, não se preocupe: vários americanos compartilham sua opinião e estão fazendo oposição a esta iniciativa.
Os levantamentos disponíveis indicam que nosso coco tem resíduos de produtos farmacêuticos, esteróides, retardantes de chamas (!!), metais, hormônios e patógenos humanos. Ao todo, são mais de 100 toxinas, porém sem qualquer comprovação de risco à saúde humana.
Mas como a diversidade de opiniões sempre traz benefícios para todos, a controvérsia está levando as empresas envolvidas no negócio e o próprio governo dos EUA a promover estudos sobre eventuais riscos à saúde. Porque até o momento a iniciativa se provou segura, economicamente viável e ambientalmente sustentável.
Por isso, tenha mais respeito pelo que sai de dentro de você! Em breve, isso poderá dar dinheiro. E o melhor: contribuindo para um ciclo de produção mais limpo e sustentável.
(*) Foto da Associated Press
Procura-se como reciclar um eletrônico
Se você, como eu, decidiu que terá o cuidado de dar uma destinação correta a computadores, televisores, celulares, geladeiras e demais eletrônicos usados, prepare-se: não vai ser fácil.Esta indústria não tem uma cadeia produtiva sustentável. A engenharia não faz produtos fáceis de serem desmontados. Isso inibe o surgimento de recicladores, que também enfrentam a dificuldade de lidar com uma miríade de materiais, alguns dos quais muito tóxicos (como os metais de baterias de celular e computador). Para piorar a situação, estamos falando de uma indústria globalizada que enfrenta uma enorme variedade de legislações a respeito, conforme o país.
E legislação faz diferença!! Tanto que qualquer consumidor pode dar uma destinação correta a seu celular (bateria, componentes, capa) graças à resolução CONAMA que obriga os fabricantes a isso. Resultado: pontos de reciclagem são facilmente encontrados nas lojas das operadoras.
Mas se o objeto a ser reciclado for um computador, um televisor ou um microondas, a situação se complica.
Comecei minha pesquisa pelo varejo, ligando para as três enormes redes de venda de eletrônicos: Casas Bahia, Magazine Luiza e Ponto Frio. Todas me informaram, via chat on line, que não recebem produtos usados para reciclagem.
Resolvi então procurar os fabricantes. Comecei pelos computadores. HP e Dell possuem esquema de logística reversa, descrito em seus sites. Positivo Informática, não. A Apple – que atua nos segmentos de computadores, tocadores de música e telefones – tem um programa de reciclagem liiiindo... que não está disponível no Brasil .
Liguei para a Philips, cujo SAC me informou que,sim! eles possuem esquema de logística reversa! Ok, então como faço para enviar meu produto? Resposta: “a reciclagem é feita em Manaus, então a senhora precisa procurar no site da prefeitura de sua cidade para ver como é feito o recolhimento”. Bom, o site da prefeitura de São Paulo, cidade onde vivo, é um portal, com milhares de informações. Perguntei à atendente da Philips em qual parte do site da prefeitura está essa informação e, obviamente, ela não soube responder.
E obviamente quando entrei no site da prefeitura e usei o serviço de busca para localizar informações sobre “reciclagem”, não veio NADA!
Liguei também para a Samsung, que oferece esse tipo de serviço nos Estados Unidos (http://pages.samsung.com/us/recyclingdirect/locations.jsp). O SAC me informou que bastava que eu procurasse uma assistência técnica que eles receberiam meu produto e o encaminhariam para a fábrica para reciclagem. Só que ao ligar para a assistência técnica indicada pelo SAC da Samsung, descobri que esse tipo de serviço não existe.
No caso da GE/Dako, pediram que eu ligasse na fábrica, em Campinas...
A esta altura do campeonato, eu louvei a sinceridade da atendente da Brastemp, que simplesmente admitiu que não há qualquer mecanismo de reciclagem dos produtos.
Por ser um país de enormes diferenças sociais, o Brasil ainda está no estágio em que a melhor reciclagem é a doação – o Comitê para Democratização da Informática já incluiu milhares de pessoas com base nesse mecanismo. Mas não podemos nos esquecer que embora inclusivo, esse esquema repassa o ônus do descarte para classes menos favorecidas. Ou seja, no final do ciclo de vida do produto é preciso haver uma destinação ambientalmente correta de fácil acesso para todos. Algo que, infelizmente, não existe no setor de eletrônicos.
Greenpeace lança guia de produtos eletrônicos verdes
Nos EUA, o Greenpeace acaba de lançar a 11a versão do seu Guia dos Produtos Eletrônicos Verdes, com a mais recente análise da performance ambiental de empresas de telefonia celular (Nokia, Motorola), computadores (Dell, HP, Lenovo, Apple) e eletrônicos em geral (Samsumg, LG, Nintendo).O impacto ambiental de um computador
Você sabia que a produção de um desktop comum, que pesa meros 10 kg, consome 1 tonelada e meia de água + 2 toneladas de recursos da crosta terrestre?E você sabia que hoje, segundo a ONU, existem 700 milhões de computadores obsoletos no mundo?
Basta fazer as contas para chegar à conclusão de que a cadeia produtiva da computação jogou literalmente no lixo 1,4 bilhão de toneladas de recursos terrestres + 1 bilhão de toneladas de água!
Em termos ecológicos, isso é um desastre. Em termos econômicos, isso é um enorme desperdício. Em termos sociais, isso é injusto, pois essa situação leva a uma nova etapa de trabalho que será paga pela sociedade (na forma de impostos para financiar a reciclagem ou para gerir o descarte dessa montanha de lixo).
Se pelo tripple bottom line (*) a forma como a indústria de computadores gerencia o ciclo de vida de seu produto não é sustentável, do ponto de vista da perenidade do negócio é quase uma atitude suicida: conforme noticiou a edição de abril deste ano da Superinteressante (eu AMO essa revista!), diversos dos materiais utilizados pela indústria de eletrônicos está com os dias, quer dizer, com os anos contados. Contados entre 4 e 57 anos, para ser mais exata.
Surpreende, portanto, que TODA a cadeia da indústria eletrônica não esteja empenhada em mecanismos de logística reversa (recolhimento dos produtos pelos fabricantes para uma correta destinação após sua vida útil) e reciclagem, mesmo não havendo marco regulatório para isso aqui no Brasil. Em outros países, no entanto, tal procedimento é a regra: tanto que fabricantes multinacionais, como Dell e HP, já oferecem essa possibilidade em nosso país. Pense nisso, na próxima vez que comprar um computador.
E nesta área, ninguém precisa reinventar a roda: basta consultar a Swiss e-Waste Competence http://www.e-waste.ch/ para checar como isso pode ser feito! A informação é pública e gratuita.
Empreendedores: esta é uma área promissora de negócios, pois certamente a procura pelos metais reciclados (e, por conseqüência, sua cotação) tende a subir nos próximos anos, em virtude da crescente escassez de matéria prima. Será que é por isso que a China está tão aberta a receber o lixo eletrônico de outros países? Afinal, boa parte dos fabricantes de componentes que abastecem todo o mundo está lá...
(*) Tripple bottom line, ou People, Planet, Profit são os resultados de uma empresa medidos em termos sociais, ambientais e econômicos.
Energia solar no PAC da habitação
O Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, declarou que o recém-anunciado Plano Nacional de Habitação - que pretende construir um milhão de casas para famílias com renda até seis salários mínimos - incorporará técnicas ambientalmente sustentáveis, como o uso da energia solar para os chuveiros. Se realmente se tornar realidade, essa iniciativa terá impactos positivos do ponto de vista social e ambiental. Social, ao reduzir a pressão da conta de luz no final do mês para uma faixa menos favorecida da população. Ambiental, por se tratar de uma energia limpa.Além de limpa, a energia solar pode ser econômicamente viável. Israel e Chipre já disseminaram seu uso com resultados bastante animadores. O uso da energia solar em Israel data praticamente da época da criação daquele Estado nacional; o primeiro aquecedor solar foi desenvolvido em 1950 com o objetivo de contornar a escassez de fontes de energia no país. Já em 1967, uma em cada 20 casas o utilizava. Um novo modelo, mais eficiente, seria concebido nos anos 70, simultaneamente à primeira crise mundial do petróleo. É ele que encontramos hoje em 90% dos domicílios israelenses.
Em 1980, o parlamento israelense (Knesset) aprovou uma lei que exige a instalação de aquecedores solares em todas as casas novas. No início dos anos 90, foi a vez dos prédios residenciais. Resultado: hoje Israel é o líder mundial per capita na utilização de energia solar, que responde por 4% do total da demanda por energia naquele país, evitando o consumo de 2 milhões de barris de petróleo por ano e a um custo quase competitivo com o dos combustíveis fósseis.
Esses números devem crescer nos próximos anos, já que no ano passado a Autoridade de Utilidade Pública de Israel aprovou uma tarifa incentivada para geradores solares domésticos e e comerciais (de, no máximo, 15 kWp e 50 kWp, respectivamente) e o Ministério de Nacional da Infraestrutura anunciou que levaria a iniciativa para usinas de energia solar de médio porte (de 50 KW até 5 MW). Simultaneamente, o Banco Hapoalim (o maior de Israel) anunciou uma linha de crédito especial de 10 anos para investimentos nesse setor.




