Talvez o primeiro ano do governo Dilma Roussef seja lembrado, no futuro, como um verdadeiro desastre ambiental. Entre março e abril deste ano, o desmatamento na Amazônia subiu para 593 quilômetros quadrados, segundo o INPE-Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Nesses mesmos meses do ano passado, o desmatamento foi de 103,5 quilômetros quadrados na Amazônia – ou seja, houve um salto de quase 500% na comparação com o ano anterior. No caso da Mata Atlântica, apesar da redução no ritmo, houve uma perda de 31.195 hectares entre 2008 e 2010, de acordo com dados também do Inpe.
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Não dizem que a história é a versão dos vencedores? Pois é...
O que é a História senão a versão de quem venceu e ficou para contar? E, na política brasileira, quem mais exibe a face de vencedor do que José Sarney? Nascido em 24 de abril de 1930, este maranhense do município de Pinheiro disputa com a também taurina Elizabeth, regente da Inglaterra, quem fica mais tempo no poder. Porque apesar de nosso regime não ser monárquico, ele reina desde 1954, quando elegeu-se suplente de Deputado Federal pelo falecido PSD-Partido Social Democrático. Chegou a governador de seu estado em 1965, com o apoio da ditadura militar. Apesar de integrar a ARENA, o partido de direita dos anos de chumbo, rompeu com esta na transição para a democracia fundando o Partido da Frente Liberal-PFL (sim, aquele que, recentemente, mudou o nome para DEM), com o qual associou-se ao PMDB. Com a morte prematura de Tancredo Neves, de quem era vice, passou a envergar a faixa presidencial e, desde então, não abandona Brasília: em 2011, assumiu a presidência do Senado Federal pela quarta vez. E foi, nesta condição, que ele inaugurou uma exposição de 16 painéis a título de comemoração pelos 185 anos de existência do poder legislativo no Brasil. Como história de um vencedor, esta também omite tudo que lhe desagrada. Por exemplo, o impeachment de seu aliado Fernando Collor. Mas quem foi o historiador que se submeteu a assinar esta exposição?
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