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Depois do recorde de desmatamento, um recorde em queimadas?

Sabe a piada do português que, quando vê uma casca de banana no chão, logo pensa: “ai, jisuis, lá vou eu cair no chão de novo!”? Parece o Brasil e as queimadas! Todo ano, basta começar a estação seca, e a história se repete, cada vez pior. O tempo seco é apenas a cortina de fumaça atrás da qual se escondem atitudes irresponsáveis ou até mesmo má intencionadas. Elas vão do descarte de bitucas de cigarro acesas em áreas com palha seca até os funestos hábitos de soltar balões e de queimar a cana de açúcar para a colheita. Para 2011, é esperado um recorde de queimadas como consequência do recorde de desmatamento registrado no começo do ano. São incêndios criminosos que visam limpar terrenos ilegalmente desmatados. Todas estas práticas são conhecidas. Todas são amplamente noticiadas como nocivas. Todos sabem que não devem fazer isso. Então por que escorregar na casca de banana?

Quatro camponeses e um papagaio

Sente aí, seu moço: vou lhe contar um causo. Não se avexe que é história rápida e rasteira porque defunto fresco merece respeito e presteza, senão começa a cheirar! Chamava-se Adelino Ramos e era que nem gato: sete vidas! Não caiu em Corumbiara, nos idos de 95, caiu agora, na frente da família, enquanto vendia verdura. Mas dizem que foram precisos cinco tiros para abater o cabra! E ele ainda chegou a ser socorrido num hospital! Esse era duro na queda, mas não teve jeito: os homi da madeira e do carvão são mais duros porque são duros de coração. Tem respeito à vida não, seu moço! Com eles, é na base do trator, da motosserra e do tiro: nada pode ficar em pé na frente deles! Só essa semana foram quatro: o Adelino, em Rondônia, e o José Cláudio Ribeiro da Silva, a Maria do Espírito Santo e o Erenilton Pereira dos Santos, no Pará.

Por um Código que defenda nosso patrimônio Florestal

Eu não ia escrever sobre o Código Florestal, porém mais uma vez recebi um email muito esquisito, como se fosse troca de mensagem entre duas pessoas e eu lá, copiada inadvertidamente. Linguagem jovem, links para vídeos e tudo mais - tudo defendendo os ruralistas. Obviamente não tenho provas, mas isso não me impede de ter essa sensação de que tem dedo da CNA por trás disso. E sensação/intuição, sabe como é, né? Batata!! Então, vamos descascá-las!

Que prazer há em matar?

Assisti, chocada, a uma matéria do Jornal Nacional que mostrava Beatriz Rondon, uma ruralista que já participou de um programa de preservação da onça pintada - animal que, não custa lembrar, está em risco de extinção - e que hoje recebe grupos de turistas estrangeiros que vem aqui para matar o felino.


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