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Água e esgoto são fundamentais, mas não são prioridade

Sabe aquele lance de que político não gosta de investir em saneamento porque eleitor não vê cano debaixo da terra? Pois é: parece que essa lógica não é exclusiva do Brasil! Segundo estudos do Banco Mundial e da ONG WaterAid, a meta do milênio de reduzir à metade o número de pessoas sem acesso aos serviços básicos de saneamento até 2015 não será atingida porque os países doadores estão preferindo projetos de maior apelo junto a seus públicos, como escolas e hospitais. Nos últimos 20 anos, a ajuda financeira global a projetos de água e saneamento caiu de 8%, em meados dos anos 90, para pouco mais de 5% entre 2007 e 2009. No ritmo atual, apenas 700 milhões de pessoas serão beneficiadas até 2015 – a meta da ONU era que os serviços de água e saneamento estivessem disponíveis para pelo menos 1,7 bilhão de pessoas até essa data.


Onde uma mulher não deveria nascer

Pesquisa feita pela Thomson Reuters Foundation para o site TrustLaw Women, destinado a prestar assessoria jurídica gratuita para grupos de mulheres ao redor do mundo, mostra quais os países nos quais uma mulher deveria evitar nascer. O Top Five da violência contra a mulher é composto por Afeganistão, República Democrática do Congo (RDC), Paquistão, Índia e Somália. No caso do Afeganistão, esse pódio infame resulta da soma de fatores como péssimo atendimento médico às mulheres, violência e condições brutais de pobreza. A vice-liderança do Congo deve-se à prática corrente de estupro como arma de guerra. Crimes de honra e ataques às mulheres com ácido explicam a presença do Paquistão nesta lista, enquanto a vizinha Índia notabiliza-se pelo tráfico de mulheres e escravidão sexual. Já na Somália... bem se você engravidar lá, terá 50% de sobreviver à gravidez e ao parto.

Quase 100% dos brasileiros condenam atividades agropecuárias em APPs

Impressionantes 91% dos brasileiros ouvidos em pesquisa do Datafolha condenam a manutenção de atividades agropecuárias em áreas de preservação permanente (APPs), ecoando a opinião da presidenta Dilma Roussef, que classificou de vergonhosa essa emenda ao Código Florestal aprovado pelo Congresso Brasileiro. E assim como o Ministério da Fazenda, também 79% dos brasileiros são contra o perdão de multas impostas a produtores rurais que desmataram ilegalmente e apóiam o veto prometido de Dilma caso o código aprovado no Senado preveja anistia a desmatadores. Ou seja, podemos concluir não só que o brasileiro rejeita o atual texto do Código Florestal, mas também que não foi por acaso que os atuais membros do Poder Executivo tenham vencido as eleições no ano passado: a sintonia com a opinião popular é inegável!

Com modernização, câncer passou a ser a principal causa de mortes na China

Na China, o Ministério da Saúde acaba de anunciar que o câncer tornou-se a principal causa mortis, respondendo por um quarto das mortes no país. Essa transição das tradicionais pragas das nações pobres (doenças infecciosas e altas taxas de mortalidade infantil) para câncer, problemas cardíacos e AVCs coincide com a urbanização do Império do Centro. E as estatísticas mostram uma prevalência desse mal nas cidades industriais onde, como você deve saber, a poluição é tamanha que chega a ofuscar a vista, como uma neblina. Lembra dos Jogos Olímpicos, quando havia o receio, por parte do comitê organizador, da falta de condições respiratórias para provas envolvendo corridas (e, portanto, maior esforço cardiovascular)?

Pois é...

Transporte, a próxima fronteira a ser vencida

Na luta por um mundo com menores emissões de gás carbônico, várias fronteiras já foram identificadas e algumas até cruzadas. É o caso das emissões por desmatamento, causa número um da pegada de carbono do Brasil: plenamente reconhecida, embora não combatida na mesma proporção. Ou das emissões geradas pelo uso de combustíveis fósseis na geração de energia elétrica, fonte prevalente no caso de grandes emissores como EUA, Índia e China. Mas novos estudos estão começando a identificar uma outra fronteira que teremos que cruzar: a do paradigma (desejo?) do transporte individual.
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